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Espanholas Comercio de Sucatas
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A reciclagem de alumínio no Brasil é uma atividade muito antiga e se confunde com a implantação da indústria do alumínio. Na década de 20, data dos primeiros registros de produção de utensílios de alumínio no país, o setor utilizava como matéria prima a sucata importada de vários países. Nos anos 90, com o início da produção das latas no Brasil, a reciclagem do metal foi intensificada, registrando volumes cada vez maiores.

A sucata de alumínio pode ser empregada na fabricação de itens para vários segmentos, como os de embalagens, construção civil, indústria automotiva, indústria siderúrgica e bens de consumo (cinzeiros, porta-lápis etc). Essa é a grande vantagem do alumínio, que sai da cadeia depois de utilizado e pode ser reaplicado em diferentes segmentos, gerando ganhos para todo o ciclo.

Em 2006, o Brasil reciclou 139,1 mil toneladas de sucata de latas, o que corresponde a 10,3 bilhões de unidades - 28,2 milhões por dia ou 1,1 milhão por hora. O índice é maior do que a média mundial, que é de 29%. Pelo sexto ano consecutivo, o país lidera a reciclagem de latas de alumínio para bebidas, entre os países em que a atividade não é obrigatória por lei, como no Japão, que em 2006 reciclou 90,9% de latas, ou entre aqueles cuja legislação sobre reciclagem de materiais é bastante rígida, como Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suíça, que em 2005 apresentaram um índice médio de 88%. Mesmo ligeiramente inferior ao índice registrado em 2005, o volume coletado em 2006 foi 9,0% maior que o do ano anterior, acompanhando as vendas de latas, que cresceram 11,2% no mesmo período.

reciclagem: Por que Reciclar?

A reciclagem do alumínio oferece muitas vantagens. Os benefícios da atividade podem ser medidos pela economia de energia elétrica e da bauxita (minério que origina o alumínio primário) e pelo aspecto social, tendo como base a geração de renda promovida pela atividade e o número de famílias atendidas por projetos sociais ligados à reciclagem.

Para devolver o alumínio ao mercado, a reciclagem economiza 95% da energia elétrica que seria utilizada na produção do metal a partir da bauxita. O volume de alumínio reciclado no Brasil em 2006 economizou cerca de 1.976 GWh/ano de energia elétrica ao País, o suficiente para abastecer, por um ano inteiro, uma cidade com mais de um milhão de habitantes, como Campinas (SP). Além disso, poupou 700 mil toneladas de bauxita (minério do qual se obtém o alumínio), que seriam extraídas das reservas naturais brasileiras.

A atividade injeta recursos nas economias locais, cria novos empregos e gera renda para aproximadamente 170 mil pessoas em uma série de atividades que vão desde a coleta até a transformação final da sucata em novos produtos. Leva desenvolvimento e aumenta a oferta de empregos no país. Sem falar da criação de novas atividades e da maior demanda da indústria de base, com máquinas e equipamentos especiais necessários para a reciclagem do alumínio.

No aspecto ambiental, a reciclagem do alumínio diminui o volume de lixo gerado, poupando espaço nos aterros sanitários. Também estimula a consciência ecológica, incentivando também a reciclagem de outros materiais, por meio de programas de educação ambiental. Atualmente, a reciclagem de alumínio tem beneficiado instituições e escolas que convertem os valores obtidos na venda da sucata para comprar alimentos e equipamentos.


Econômicos e Sociais Ambientais
Assegura renda em áreas carentes, constituindo fonte permanente de ocupação e remuneração para mão-de-obra não qualificada.
Favorece o desenvolvimento da consciência ambiental, promovendo um comportamento responsável em relação ao meio ambiente, por parte das empresas e dos cidadãos.
Injeta recursos nas economias locais, através da criação de empregados, recolhimento de impostos e desenvolvimento do mercado.
Incentiva a reciclagem de outros materiais, multiplicando ações em virtude do interesse que desperta por seu maior valor agregado.
Estimula outros negócios, por gerar novas atividades produtivas (máquinas e equipamentos especiais).
Reduz o volume de lixo gerado, contribuindo para a solução da questão do tratamento de resíduos resultantes do consumo.

reciclagem: Fluxos da Reciclagem

A reciclagem do alumínio segue fluxos diferentes, de acordo com o tipo de sucata. As fases se modificam na coleta e no retorno da sucata ao mercado, dependendo do produto a ser reciclado. Como exemplo, veja abaixo uma ilustração com o fluxo de reciclagem da lata de alumínio, que serve como referência para os demais produtos.


 

reciclagem: Classificando a Sucata

Com o avanço da tecnologia de reciclagem de alumínio, as empresas que refundem a sucata vêm ficando cada vez mais competitivas, fazendo com que todos os elos da cadeia promovam ajustes e melhorias em sua operação. Hoje é comum a sucata ser entregue já selecionada, enfardada ou prensada, garantindo importantes ganhos de produtividade no processo. Todos ganham.

Pela diversidade de produtos, existem no mercado vários tipos de sucata de alumínio. Para facilitar a comunicação e garantir a transparência nas operações comerciais da indústria da reciclagem de alumínio no Brasil, em 2006, a Associação Brasileira do Alumínio, por meio da Comissão de Reciclagem, publicou a segunda edição da Tabela de Classificação das Sucatas de Alumínio.

A publicação traz as denominações e as características de 20 tipos de sucatas de alumínio que foram identificadas no mercado nacional. Como o mercado de sucata é globalizado, a Comissão de Reciclagem tomou como base, além da realidade brasileira, a classificação recomendada pelo Institute of Scrap Recycling Industries (ISRI), associação norte americana composta por empresas que atuam na área da reciclagem. Confira abaixo a listagem completa:


Tabela de Classificação de Sucatas de Alumínio
Tipo
Descrição-
Bloco
(Tense/Trump)
Blocos de alumínio isentos de contaminantes (ferro e outros), com teor máximo de 2% de óleos e/ou lubrificantes
Borra
(Thirl)
Borra de alumínio com teores variáveis e percentual de recuperação a ser estabelecido entre vendedor e comprador
Cabos com alma de aço
(Taste)
Retalhos de cabos de alumínio não ligados, usados, com alma de aço
Cabos sem alma de aço
(Taste)
Retalhos de cabos de alumínio não ligados, usados, sem alma de aço
Cavaco
(Teens/Telic)
Cavacos de alumínio de qualquer tipo de liga, com teor máximo de 5% de umidade/óleo, isentos de contaminantes (ferro e outros)
Chaparia
(Taint/Tabor)
Retalhos de chapas e folhas, pintadas ou não, com teor máximo de 3% de impurezas (graxa, óleo, parafusos, rebites etc.); chapas usadas de ônibus e baús, pintadas ou não; tubos aerossol (sem cabeça); antenas limpas de TV; cadeiras de praia limpas (isentas de plástico, rebites e parafusos)
Chaparia Mista
(Taint/Tabor)
Forros, fachadas decorativas e persianas limpas (sem cordões ou outras impurezas)
Chapas off-set
(Tablet/Tabloid)
Chapas litográficas soltas, novas ou usadas, da série 1000 e/ou 3000, isentas de papel, plástico e outras impurezas
Estamparia branca
(Taboo)
Retalhos de chapas e folhas, sem pintura e outros contaminantes (graxa, óleo, parafusos, rebites etc.), gerados em atividades industriais
Latas prensadas
(Taldack)
Latas de alumínio usadas decoradas, prensadas com densidade entre 400 kg/m3 e 530 kg/m3,com fardos paletizados ou amarrados em lotesde 1.500 kg, em média, com espaço para movimentação por empilhadeira, teor máximode 2,5% de impurezas, contaminantes e umidade
Latas soltas ou enfardadas
(Talc)
Latas de alumínio usadas decoradas, soltas ou enfardadas em prensa de baixa densidade (até 100kg/m3), com teor máximo de 2,5% de impurezas, contaminantes e umidade
Panela
(Taint/Tabor)
Panelas e demais utensílios domésticos ("alumínio mole"), isentos de cabos - baquelite, madeira, etc. - e de ferro - parafusos, rebites etc.
Perfil branco
(Tread)
Retalhos de perfis sem pintura ou anodizados, soltos ou prensados, isentos de contaminantes (ferro, óleo, graxa e rebites)
Perfil misto (sem identificação específica) Retalhos de perfis pintados, soltos ou prensados, com teor máximo de 2% de contaminantes (ferro, óleo, graxa e rebites)
Pistões
(Tarry)
Pistões automotivos isentos de pinos, anéis e bielas de ferro, com teor máximo de 2% de óleos e/ou lubrificantes
Radiador alumínio-alumínio
(Taint/Tabor)
Radiadores de veículos automotores desmontados, isentos de cobre, “cabeceiras” e outros contaminantes (plástico e ferro)
Radiador alumínio-cobre
(Talk)
Radiadores de veículos automotores desmontados, isentos de “cabeceiras” e outros contaminantes (plásticos e ferro)
Retalho industrial branco de chapa para lata
(Take)
Retalhos de produção industrial de latas e tampas para bebidas, soltos ou prensados, isentos de pintura ou impurezas
Retalho industrial pintado de chapa para lata
(Take)
Retalhos pintados de produção industrial de latas e tampas para bebidas, soltos ou prensados, isentos de impurezas
Telhas
(Tale)
Retalhos de telhas de alumínio, pintados em um ou ambos os lados, isentos de parafusos ou rebites de ferro, revestimentos de espuma ou assemelhados

Nota: a correlação com as denominações adotadas pelo ISRI (Institute of Scrap Recycling Industries) dos Estados Unidos - versão 2005 - está indicada entre parênteses (xxx)



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